Por Daniel Pompeu
•
17 de abril de 2026
O mercado imobiliário da Costa Esmeralda, em Santa Catarina, segue em ritmo acelerado e cada vez mais estratégico para investidores, incorporadoras, equipes comerciais e agentes institucionais. Com foco em Tijucas, Itapema, Porto Belo e municípios adjacentes, o cenário de março de 2026, publicado em 1º de abril de 2026, confirma uma combinação poderosa entre valorização imobiliária, avanço de infraestrutura, novos lançamentos, mudanças regulatórias e forte repercussão nas redes sociais. O relatório foi produzido pela AMC · Inteligência de Mercado e tem como objetivo oferecer análise estratégica e curadoria de dados para tomada de decisão comercial e institucional. Logo nos principais indicadores, a região já mostra a força do momento. Itapema aparece com preço médio de R$ 14.843 por metro quadrado, segundo o FipeZAP de dezembro de 2025, ocupando a segunda posição no Brasil e acumulando valorização de 6,52% em 2025. Porto Belo, nas áreas nobres, já supera R$ 35.000 por metro quadrado e trabalha com projeção de valorização adicional de 30% em dois anos. Em volume geral de vendas, Porto Belo atingiu R$ 3,8 bilhões em 2025 e superou Balneário Camboriú. O CUB/SC Residencial Médio fechou março de 2026 em R$ 3.028,45 por metro quadrado, com alta mensal de 0,30%. Já a Selic caiu para 14,75% ao ano em março de 2026, com redução de 0,25 ponto percentual. Em Tijucas, o Rio Parque surge como símbolo do novo ciclo, com VGV estimado em R$ 1 bilhão. Lançamentos e atualizações que movimentam a Costa Esmeralda Entre os lançamentos e movimentos mais relevantes do período, Tijucas ganhou destaque com o Rio Parque — Bairro Planejado, da Novo Ambiente Urbanismo. O empreendimento possui área total de 460.000 m², VGV estimado em R$ 1 bilhão, padrão alto, tipologia de lotes com componente residencial e como diferencial uma marina privativa com parque de 2 km. Lançado em 26 de março de 2026, o projeto é apresentado como o primeiro bairro-parque de Tijucas. Localizado entre os rios Tijucas e Oliveira, com acesso fluvial ao mar em cerca de 20 minutos, ele posiciona a cidade como nova fronteira de valorização da Costa Esmeralda. Fonte citada no relatório: Jornal Razão, de 27/03/2026. Em Porto Belo, o Ecossistema Neymar Jr. também chamou atenção. Trata-se de uma parceria entre JTA e Porto Belo Lagos, inserida em um contexto territorial de cerca de 1 milhão de m², com complexo de 14.100 m² voltado ao segmento altíssimo padrão e luxo. A tipologia mistura esportivo e residencial, e o anúncio ocorreu em março de 2026. Segundo o relatório, o megacomplexo combina esportes de alto nível, moradia de luxo e serviços premium, reforçando o posicionamento de Porto Belo como destino de altíssimo padrão no litoral catarinense. As fontes mencionadas são o Diário do Centro do Mundo e o Instagram oficial do projeto, @ecossistema_neymarjr. Em Itapema, o grande destaque foi o Casa Itapema — MCMV, promovido pela Prefeitura de Itapema. O projeto prevê 1.120 apartamentos, com terrenos doados que somam R$ 64,2 milhões, dentro do programa Minha Casa Minha Vida nas Faixas 2 e 3. Os tetos informados são de R$ 210.000 por unidade na Faixa 2 e R$ 350.000 por unidade na Faixa 3, com prazo de obras de 36 meses após contrato. O relatório o define como o maior projeto habitacional da história de Itapema, distribuído em quatro áreas — Casa Branca, Sertão do Trombudo e Morretes — com torres de até 12 pavimentos e 12 apartamentos por andar. A fonte citada é ND Mais, de 10/03/2026. Ainda em Tijucas, o Flores de Sal — Bairro Cidade, da Urbani Cidades em parceria com o Grupo Petrasalis, aparece como outro projeto de peso. O empreendimento reúne mais de 100.000 m² de área de lazer, com um Parque das Flores de 70.000 m² de área verde. Os lotes residenciais vão de 250 m² a 366 m², enquanto os comerciais variam de 366 m² a 520 m². Os valores partem de R$ 324.000, com entrada de 10% e parcelamento em até 180 vezes. Localizado na SC-410, km 8, em Nova Descoberta, o projeto tinha sua primeira fase cerca de 60% concluída em março de 2026. O relatório o classifica como o maior bairro-cidade do Sul do Brasil, com lago de 20.000 m², pista de caminhada, praças temáticas, espaço para food trucks, área teen, gramado pet friendly e Associação de Moradores. As fontes indicadas são o site floresdesal.com.br e o Instagram @floresdesaloficial. Outro nome relevante em Tijucas é o Altos de Santa Helena, da Terraza Urbanismo. O lançamento oferece lotes entre 250 m² e 1.342 m², a partir de R$ 265.000, com entrada de R$ 35.000. O financiamento prevê 20% de entrada mais 36 parcelas sem juros ou até 120 parcelas. Classificado como médio-alto padrão e com tipologia de loteamento urbano, o empreendimento estava em lançamento em 2026. De acordo com o relatório, trata-se de um projeto que alia herança cultural e evolução urbana de Tijucas, com infraestrutura completa, lazer integrado e equilíbrio entre cidade e natureza, sendo apontado como o maior lançamento urbanístico recente da cidade. As fontes mencionadas são Terraza Urbanismo e lancamentossc.com.br. Na tabela comparativa de lançamentos da Costa Esmeralda, o relatório também menciona outros empreendimentos: Melbourne Tower, em Porto Belo, da Locana, de alto padrão, em pré-lançamento; Charles II Yacht Royal, em Itapema, na Meia Praia, da Okean/Gessele, de altíssimo padrão, confirmado; e Monte Moriá, em Porto Belo, no bairro Perequê, da Império, de alto padrão, também confirmado. Para Casa Itapema, o VGV estimado é de aproximadamente R$ 392 milhões. Já para os demais, diversos dados de VGV não haviam sido divulgados. As fontes da tabela incluem MySide, Jornal Razão, ND Mais, floresdesal.com.br, Terraza Urbanismo e perfis oficiais das incorporadoras no Instagram. Avanços relevantes de infraestrutura e investimentos Na parte de avanços relevantes, o relatório mostra como a valorização regional está sendo sustentada por investimentos concretos. Em 31 de março de 2026, foi anunciado o novo hospital de R$ 200 milhões em Porto Belo. Será o primeiro hospital da cidade, com complexo de 30.000 m², investimento liderado pela Thozen Construtora e gestão da Clínica Via Imagem. A estrutura contará com 10 leitos de UTI, 6 salas de centro cirúrgico, UPA 24 horas, 30 leitos de internação e capacidade para atender 200 pacientes por dia. As obras começam em 2026 e devem gerar cerca de 150 empregos diretos. O projeto é apresentado como resposta ao crescimento populacional de 72% em uma década. Também em março de 2026, houve a assinatura de contratos para o molhe e dragagem do Rio Santa Luzia, entre Porto Belo e Tijucas. Segundo o relatório, a obra deve viabilizar acesso de embarcações maiores, criação de marinas e equipamentos de lazer na foz do rio. A projeção dos especialistas citados é de valorização adicional de até 30% nos imóveis da região nos próximos dois anos. O metro quadrado nas áreas nobres já supera R$ 35.000. Outro avanço importante foi o financiamento de R$ 250 milhões para obras estruturantes em Itapema, analisado pela Câmara por meio do PL 188/2026. O projeto autoriza a contratação de recursos para alargamento da faixa de areia da Meia Praia, reconstrução da UBS Central, construção de escolas e creches. A proposta é assinada pelo prefeito Alexandre Xepa, do PL. O relatório também cita a Senna Tower, em Balneário Camboriú, que utiliza uma megafuradeira inédita de R$ 50 milhões. O empreendimento promete ser o maior edifício residencial do mundo, com mais de 550 metros de altura. Embora esteja fora da Costa Esmeralda, ele é apresentado como referência de sofisticação que eleva o padrão de toda a região e atrai investidores internacionais. Em Itapema, o Píer Oporto entrou na reta final das obras. Com 18.274 m² de área total, o empreendimento possui estacionamento para 226 veículos, 50 vagas molhadas para embarcações de até 60 pés, marina com capacidade para 400 barcos e investimento de R$ 19 milhões. Em apenas 60 dias de funcionamento parcial, já havia recebido mais de 1 milhão de visitantes. A reurbanização da orla de Itapema, por sua vez, já ultrapassava 50% de execução, transformando a Meia Praia em polo náutico e turístico de referência nacional. Em janeiro de 2026, Porto Belo também recebeu R$ 13,5 milhões em investimentos da SCGás para expansão da rede de gás natural entre 2026 e 2027. Paralelamente, a prefeitura assinou ordens de serviço para pavimentação viária, drenagem, sinalização e obras de contenção em várias vias do município. O relatório reforça que esses aportes ajudam a sustentar o crescimento do setor imobiliário, que já havia movimentado R$ 1,5 bilhão em apenas três meses no segundo semestre de 2025. Outro marco apontado foi a Licença Ambiental de Instalação protocolada para os molhes e dragagem do Rio Tijucas. A Prefeitura de Tijucas protocolou no IMA o pedido da LAI para a construção dos Molhes Norte, com 481 metros, e Sul, com 342 metros, além da dragagem do Rio Tijucas, tratada no relatório como a maior obra da história da cidade, com investimento estimado em R$ 55,35 milhões. O projeto prevê remoção de 112.477 m³ de sedimentos, canal de 900 metros de extensão e profundidade entre 2,50 e 6,00 metros. O prazo estimado é de 12 meses para os molhes e 166 dias para a dragagem. A Marinha do Brasil já havia autorizado a construção em agosto de 2025, e a Licença Ambiental Prévia de número 3147/2025 foi concedida em setembro de 2025. A LAI é apresentada como a última etapa burocrática antes do início das obras. A projeção de valorização imobiliária segue em até 30% nos dois anos seguintes. Tendências de mercado e comportamento do setor Ao analisar as tendências de mercado, o relatório reúne dados que ajudam a entender o comportamento dos preços e as perspectivas para o segundo semestre de 2026. Na evolução do preço médio por metro quadrado em Itapema, em comparação com Balneário Camboriú, os números apresentados são os seguintes: em 2021, Itapema estava em R$ 7.200/m² e Balneário Camboriú em R$ 7.800/m²; em 2022, Itapema subiu para R$ 9.500/m² e Balneário para R$ 10.200/m², com alta de 31,9% em Itapema; em 2023, Itapema foi para R$ 11.800/m² e Balneário para R$ 12.500/m², com alta de 24,2%; em 2024, Itapema chegou a R$ 13.200/m² e Balneário a R$ 13.800/m², com alta de 11,9%; em 2025, Itapema alcançou R$ 14.843/m² e Balneário R$ 14.906/m², com variação anual de 12,4%; em fevereiro de 2026, Itapema registrou R$ 14.944/m² e Balneário Camboriú R$ 15.030/m², com alta de 0,7% para Itapema. Fonte informada: FipeZAP / ZAP Imóveis. No comparativo de VGV por cidade, estimado para 2025 com base em dados públicos, Porto Belo aparece com R$ 3,8 bilhões, liderando Santa Catarina; Itapema com R$ 2,7 bilhões; Balneário Camboriú com R$ 2,4 bilhões; Tijucas com R$ 650 milhões; e Bombinhas com R$ 400 milhões. O relatório destaca esse desempenho de Porto Belo como um caso sem precedentes de VGV per capita no Brasil, considerando que a cidade tem cerca de 30 mil habitantes. No ranking nacional de preço médio do metro quadrado, com base no FipeZAP de fevereiro de 2026, Balneário Camboriú lidera com R$ 15.030/m², seguida por Itapema com R$ 14.944/m², depois Vitória, com R$ 14.108/m², Itajaí, com R$ 12.848/m², e Florianópolis, com R$ 12.773/m². Na evolução do CUB/SC Residencial Médio, os dados apresentados pelo Sinduscon-SC são: outubro de 2025 em R$ 2.890,00/m²; novembro de 2025 em R$ 2.910,00/m², com alta de 0,69%; dezembro de 2025 em R$ 2.940,00/m², com alta de 1,03%; janeiro de 2026 em R$ 2.975,00/m², com alta de 1,19%; fevereiro de 2026 em R$ 3.019,00/m², com alta de 1,48%; e março de 2026 em R$ 3.028,45/m², com alta de 0,31%. O relatório ainda traz um destaque estratégico: Porto Belo movimentou R$ 3,8 bilhões em vendas em 2025 e superou Balneário Camboriú em volume financeiro negociado. Para uma cidade de aproximadamente 30 mil habitantes, isso representa um VGV per capita sem precedentes no Brasil. Outro ponto-chave é o impacto da Selic. Com a taxa em 14,75% ao ano e expectativa de novas reduções, os bancos já operam com financiamentos entre 10% e 12% ao ano para imóveis residenciais. A conclusão do relatório é direta: o segundo semestre de 2026 tende a ter aumento significativo de demanda, o que deve pressionar ainda mais os preços na Costa Esmeralda. Na tabela de indicadores macroeconômicos relevantes para março de 2026, o relatório sintetiza que a Selic em 14,75% ao ano, com queda de 0,25 ponto, ajuda a destravar o crédito imobiliário; o CUB/SC em R$ 3.028,45/m² pressiona o custo de construção; o FipeZAP Nacional acumulado em 6,52% em 2025 representa a segunda maior alta em 11 anos e reforça a valorização patrimonial acelerada; o metro quadrado de Itapema em R$ 14.843 mostra escassez somada à alta demanda; o metro quadrado de Porto Belo em áreas nobres acima de R$ 35.000 reforça a força da infraestrutura náutica e da demanda; e o financiamento bancário na faixa de 10% a 12% ao ano amplia o público comprador. Aspectos éticos e legais que afetam o setor Na parte regulatória, o relatório destaca o PL nº 134/2025, em Itapema, que trata da comprovação de capacidade financeira por parte de construtoras e incorporadoras. Segundo o texto, a ACITA protocolou em 23 de março de 2026 uma manifestação junto à Câmara de Vereadores de Itapema apontando possível inconstitucionalidade do projeto. Entre os pontos levantados estão barreiras à livre iniciativa, insegurança jurídica, sobreposição com normas federais e ampliação da discricionariedade administrativa. Como alternativa, a entidade sugere fortalecer a fiscalização das normas já existentes e ampliar a transparência dos empreendimentos. Também é citado o PL nº 170/2026, voltado à proteção do patrimônio público imobiliário em Itapema. O objetivo do projeto seria proteger o patrimônio público, desestimular práticas irregulares no mercado imobiliário e garantir maior responsabilidade nas transações envolvendo bens municipais. Outro ponto importante é a atualização do Minha Casa Minha Vida em 2026. O relatório informa que os limites de renda e os tetos de financiamento devem ser ampliados. A Faixa 1 passa de até R$ 2.850 para até R$ 3.200, com variação de 12%. A Faixa 2 vai até R$ 5.000. A Faixa 3 passa de até R$ 8.600 para até R$ 9.600, com variação de 12% e teto subindo de R$ 350.000 para R$ 400.000. Já a Faixa 4 vai de até R$ 12.000 para até R$ 13.000, com variação de 8% e teto subindo de R$ 500.000 para R$ 600.000. Para o litoral catarinense, o relatório interpreta essa mudança como oportunidade para construtoras que atuam no segmento econômico, especialmente em Itapema, por causa do programa Casa Itapema. Reflexões e análises estratégicas Na leitura estratégica do cenário, o relatório traz quatro reflexões centrais. A primeira é que a Costa Esmeralda deixou de ser promessa e virou consolidação. Porto Belo superou Balneário Camboriú em VGV em 2025, enquanto Tijucas surge como nova fronteira de valorização. O capital investidor estaria migrando para regiões onde ainda há potencial de upside, e a Costa Esmeralda oferece isso junto com infraestrutura em chegada. A segunda reflexão é que o ciclo de infraestrutura funciona como gatilho de valorização. A assinatura dos contratos do molhe do Rio Santa Luzia e o anúncio do hospital de R$ 200 milhões em Porto Belo são apresentados como gatilhos clássicos. Quando a infraestrutura sai do papel e vira contrato assinado, o investidor precifica a segurança. Por isso, a projeção de mais 30% em dois anos é tratada como conservadora. A terceira reflexão é que Tijucas representa uma janela de oportunidade. Com o lançamento do Rio Parque, de VGV estimado em R$ 1 bilhão, a cidade entra definitivamente no radar dos grandes investidores. Como o preço do metro quadrado ainda está abaixo de Itapema e Porto Belo, a combinação entre localização estratégica e potencial de retorno torna a equação especialmente favorável. A quarta reflexão trata da Selic em queda como janela tática de compra. Com a taxa em 14,75% e perspectiva de novas reduções, o comprador que entra agora consegue travar preço antes que o crédito mais barato aqueça a demanda e pressione ainda mais os valores. O relatório aponta esse argumento como um dos mais poderosos para a equipe comercial neste momento. Aplicações práticas para equipes comerciais e incorporadoras Com base nos dados do período, o relatório organiza seis aplicações práticas. A primeira é usar os contratos do molhe do Rio Santa Luzia e o anúncio do hospital de R$ 200 milhões em Porto Belo como argumento de urgência, apresentando a projeção de valorização como consequência direta de obras e não como promessa. A segunda é atualizar imediatamente tabelas, viabilidades, CAPEX e correção de parcelas com base no CUB/SC de março de 2026, que fechou em R$ 3.028,45/m², com alta de 0,30% no mês. O relatório recomenda revisar contratos com INCC conforme a variação acumulada. A terceira é posicionar Tijucas como a “próxima Itapema”, apoiando esse discurso no lançamento do Rio Parque e na assinatura dos contratos de infraestrutura náutica, além do comparativo de preço por metro quadrado entre as cidades. A quarta é aproveitar a oportunidade do Casa Itapema, já com credenciamento aberto para construtoras. O projeto de 1.120 unidades em terrenos públicos doados, avaliados em R$ 64,2 milhões, cria uma equação financeira vista como favorável, especialmente nas Faixas 2 e 3. A quinta é monitorar de perto o andamento do PL 134/2025 em Itapema, pois, caso aprovado, ele pode criar barreiras de entrada para novos empreendedores e alterar o pipeline de lançamentos da região. A sexta é reforçar a comunicação usando a Selic como gatilho de compra: com a taxa em 14,75% ao ano e financiamentos entre 10% e 12% ao ano, comprar agora significa travar preço antes que a demanda aquecida pelo crédito mais barato pressione os valores no segundo semestre de 2026. O que está em alta nas redes sociais O relatório também traz uma análise de menções nas redes sociais e dos temas com maior engajamento no período. No Instagram, o volume de engajamento é classificado como alto. Os temas em destaque são Costa Esmeralda, Porto Belo Lagos, Rio Parque Tijucas, Neymar Jr. em Porto Belo e o metro quadrado de Itapema entre os mais caros do Brasil. No YouTube, o volume é médio, com destaque para Senna Tower, Ecossistema Neymar, investir no litoral de Santa Catarina e FipeZAP 2026. No TikTok, a tendência é de crescimento, puxada por Neymar em Porto Belo, metro quadrado mais caro do Brasil e investimento em imóveis em Santa Catarina. No X (Twitter), o volume é baixo, mas aparecem menções a boom imobiliário em Santa Catarina, Selic e imóveis, além da verticalização do litoral. Nos portais locais, o volume de cobertura é alto, com destaque para o hospital de Porto Belo, o Casa Itapema, o Rio Parque Tijucas e o PL 134/2025 com manifestação da ACITA. Entre os empreendimentos em evidência nas redes, o relatório afirma que o Ecossistema Neymar Jr. em Porto Belo foi o conteúdo imobiliário mais viral do período, com cobertura espontânea em várias plataformas. A FG Empreendimentos, por meio da Senna Tower, mantém presença forte em YouTube e Instagram. Já a CRI Soluções Imobiliárias, do litoral norte, é citada por ter alcançado R$ 120 milhões em vendas em janeiro de 2026, com projeção de R$ 600 milhões para o ano. Comparativo de VGV e ticket médio por cidade Na comparação de desempenho financeiro e posicionamento por município, o relatório apresenta Porto Belo como destino de luxo, com VGV estimado em R$ 3,8 bilhões em 2025, preço médio entre R$ 15.000 e R$ 35.000 por metro quadrado e ticket médio entre R$ 1,5 milhão e R$ 5 milhões ou mais, com foco em alto e altíssimo padrão. Itapema aparece com VGV entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, preço médio de R$ 14.843 por metro quadrado e ticket médio entre R$ 800 mil e R$ 3 milhões, com predominância de médio e alto padrão e valorização de 6,52% em 2025. O posicionamento atribuído é o de segundo metro quadrado mais caro do Brasil. Tijucas surge com VGV entre R$ 500 milhões e R$ 800 milhões, preço médio entre R$ 5.000 e R$ 10.000 por metro quadrado e ticket médio de R$ 400 mil a R$ 1,5 milhão, com predominância de médio padrão e lotes. O posicionamento é de nova fronteira, com crescimento acelerado. Bombinhas aparece com VGV entre R$ 300 milhões e R$ 500 milhões, preço médio entre R$ 8.000 e R$ 15.000 por metro quadrado, ticket entre R$ 600 mil e R$ 2 milhões e leitura de turismo premium. Balneário Camboriú entra como referência nacional, com VGV de R$ 2,4 bilhões, preço médio de R$ 14.906 por metro quadrado e tickets que vão de R$ 1 milhão a mais de R$ 70 milhões, mantendo o posto de metro quadrado mais caro do Brasil e sendo classificada como referência nacional. O relatório observa que os valores são estimativas com base em dados públicos. Na comparação de ticket médio por tipologia na Costa Esmeralda, o relatório apresenta os seguintes valores estimados para março de 2026. Em studio ou 1 quarto econômico, Porto Belo trabalha com cerca de R$ 450 mil, Itapema com R$ 380 mil e Tijucas com R$ 280 mil. Em 2 quartos de médio padrão, Porto Belo gira em torno de R$ 900 mil, Itapema R$ 750 mil e Tijucas R$ 500 mil. Em 3 quartos ou suítes de alto padrão, Porto Belo chega a R$ 1,8 milhão, Itapema a R$ 1,4 milhão e Tijucas a R$ 900 mil. Em 4 suítes de altíssimo padrão, Porto Belo aparece com R$ 3,5 milhões, Itapema com R$ 2,8 milhões e Tijucas com R$ 1,5 milhão. Já em cobertura ou penthouse de luxo, Porto Belo supera R$ 8 milhões, Itapema supera R$ 6 milhões e Tijucas supera R$ 2,5 milhões. O comparativo visual do ticket médio para a tipologia de 3 quartos / alto padrão reforça Porto Belo em R$ 1,8 milhão, Itapema em R$ 1,4 milhão e Tijucas em R$ 900 mil. Recomendações de conteúdo e acompanhamento de mercado Na seção final, o relatório reúne recomendações de entretenimento e atualização profissional para quem atua ou investe no setor imobiliário da região. A primeira recomendação é acompanhar a Senna Tower, da FG Empreendimentos, no YouTube e em conteúdos de construção. O projeto é citado como o maior edifício residencial do mundo em construção, com megafuradeira de R$ 50 milhões e mais de 550 metros de altura. A lógica é entender o nível de sofisticação exigido pelo mercado de altíssimo padrão. A segunda é acompanhar mensalmente o FipeZAP, por meio de podcast, blog e conteúdos de mercado, para monitorar a evolução dos preços por cidade e atualizar argumentação comercial e tabelas. A terceira é seguir o Ecossistema Neymar Jr. — Porto Belo Lagos no Instagram, usando o projeto como termômetro do que o mercado de altíssimo padrão espera de Porto Belo nos próximos anos. A quarta é acompanhar o Rio Parque Tijucas em portais e jornais especializados em infraestrutura, observando como o conceito de bairro-parque com marina privativa está sendo recebido pelo mercado e como isso pode influenciar futuros posicionamentos de produto em Tijucas. A quinta é monitorar os perfis oficiais das principais construtoras da Costa Esmeralda — como FG, PHACZ, CRI e Thozen — nas redes sociais, para acompanhar lançamentos, eventos de vendas e posicionamento de produto em tempo real. O relatório lembra que a FG Empreendimentos foi a primeira de Santa Catarina no ranking INTEC 2026. A sexta é manter o ND Mais como uma das principais fontes de cobertura imobiliária do litoral norte catarinense, inclusive com alertas para termos como “Itapema”, “Porto Belo” e “mercado imobiliário SC”. Fontes e observações finais De acordo com o relatório, todas as informações foram baseadas em fontes públicas verificadas, incluindo Jornal Razão, ND Mais, Gazeta da Semana, Folha do Estado SC, Gazeta do Povo, Rafael Cassio Blog, Tribuna do Agreste, Visor Notícias, MySide, Sinduscon-SC e FipeZAP. O documento também informa que os dados de VGV e ticket médio são estimativas construídas a partir de informações públicas disponíveis. A próxima edição está prevista para 1º de maio de 2026, dentro de uma frequência mensal.