Mercado Imobiliário da Costa Esmeralda em Abril de 2026: lançamentos, infraestrutura, valorização e tendências em Tijucas, Itapema e Porto Belo
17 de abril de 2026

O mercado imobiliário da Costa Esmeralda, em Santa Catarina, segue em ritmo acelerado e cada vez mais estratégico para investidores, incorporadoras, equipes comerciais e agentes institucionais. Com foco em Tijucas, Itapema, Porto Belo e municípios adjacentes, o cenário de março de 2026, publicado em 1º de abril de 2026, confirma uma combinação poderosa entre valorização imobiliária, avanço de infraestrutura, novos lançamentos, mudanças regulatórias e forte repercussão nas redes sociais. O relatório foi produzido pela AMC · Inteligência de Mercado e tem como objetivo oferecer análise estratégica e curadoria de dados para tomada de decisão comercial e institucional.
Logo nos principais indicadores, a região já mostra a força do momento. Itapema aparece com preço médio de R$ 14.843 por metro quadrado, segundo o FipeZAP de dezembro de 2025, ocupando a segunda posição no Brasil e acumulando valorização de 6,52% em 2025. Porto Belo, nas áreas nobres, já supera R$ 35.000 por metro quadrado e trabalha com projeção de valorização adicional de 30% em dois anos. Em volume geral de vendas, Porto Belo atingiu R$ 3,8 bilhões em 2025 e superou Balneário Camboriú. O CUB/SC Residencial Médio fechou março de 2026 em R$ 3.028,45 por metro quadrado, com alta mensal de 0,30%. Já a Selic caiu para 14,75% ao ano em março de 2026, com redução de 0,25 ponto percentual. Em Tijucas, o Rio Parque surge como símbolo do novo ciclo, com VGV estimado em R$ 1 bilhão.
Lançamentos e atualizações que movimentam a Costa Esmeralda
Entre os lançamentos e movimentos mais relevantes do período, Tijucas ganhou destaque com o Rio Parque — Bairro Planejado, da Novo Ambiente Urbanismo. O empreendimento possui área total de 460.000 m², VGV estimado em R$ 1 bilhão, padrão alto, tipologia de lotes com componente residencial e como diferencial uma marina privativa com parque de 2 km. Lançado em 26 de março de 2026, o projeto é apresentado como o primeiro bairro-parque de Tijucas. Localizado entre os rios Tijucas e Oliveira, com acesso fluvial ao mar em cerca de 20 minutos, ele posiciona a cidade como nova fronteira de valorização da Costa Esmeralda. Fonte citada no relatório: Jornal Razão, de 27/03/2026.
Em Porto Belo, o Ecossistema Neymar Jr. também chamou atenção. Trata-se de uma parceria entre JTA e Porto Belo Lagos, inserida em um contexto territorial de cerca de 1 milhão de m², com complexo de 14.100 m² voltado ao segmento altíssimo padrão e luxo. A tipologia mistura esportivo e residencial, e o anúncio ocorreu em março de 2026. Segundo o relatório, o megacomplexo combina esportes de alto nível, moradia de luxo e serviços premium, reforçando o posicionamento de Porto Belo como destino de altíssimo padrão no litoral catarinense. As fontes mencionadas são o Diário do Centro do Mundo e o Instagram oficial do projeto, @ecossistema_neymarjr.
Em Itapema, o grande destaque foi o Casa Itapema — MCMV, promovido pela Prefeitura de Itapema. O projeto prevê 1.120 apartamentos, com terrenos doados que somam R$ 64,2 milhões, dentro do programa Minha Casa Minha Vida nas Faixas 2 e 3. Os tetos informados são de R$ 210.000 por unidade na Faixa 2 e R$ 350.000 por unidade na Faixa 3, com prazo de obras de 36 meses após contrato. O relatório o define como o maior projeto habitacional da história de Itapema, distribuído em quatro áreas — Casa Branca, Sertão do Trombudo e Morretes — com torres de até 12 pavimentos e 12 apartamentos por andar. A fonte citada é ND Mais, de 10/03/2026.
Ainda em Tijucas, o Flores de Sal — Bairro Cidade, da Urbani Cidades em parceria com o Grupo Petrasalis, aparece como outro projeto de peso. O empreendimento reúne mais de 100.000 m² de área de lazer, com um Parque das Flores de 70.000 m² de área verde. Os lotes residenciais vão de 250 m² a 366 m², enquanto os comerciais variam de 366 m² a 520 m². Os valores partem de R$ 324.000, com entrada de 10% e parcelamento em até 180 vezes. Localizado na SC-410, km 8, em Nova Descoberta, o projeto tinha sua primeira fase cerca de 60% concluída em março de 2026. O relatório o classifica como o maior bairro-cidade do Sul do Brasil, com lago de 20.000 m², pista de caminhada, praças temáticas, espaço para food trucks, área teen, gramado pet friendly e Associação de Moradores. As fontes indicadas são o site floresdesal.com.br e o Instagram @floresdesaloficial.
Outro nome relevante em Tijucas é o Altos de Santa Helena, da Terraza Urbanismo. O lançamento oferece lotes entre 250 m² e 1.342 m², a partir de R$ 265.000, com entrada de R$ 35.000. O financiamento prevê 20% de entrada mais 36 parcelas sem juros ou até 120 parcelas. Classificado como médio-alto padrão e com tipologia de loteamento urbano, o empreendimento estava em lançamento em 2026. De acordo com o relatório, trata-se de um projeto que alia herança cultural e evolução urbana de Tijucas, com infraestrutura completa, lazer integrado e equilíbrio entre cidade e natureza, sendo apontado como o maior lançamento urbanístico recente da cidade. As fontes mencionadas são Terraza Urbanismo e lancamentossc.com.br.
Na tabela comparativa de lançamentos da Costa Esmeralda, o relatório também menciona outros empreendimentos: Melbourne Tower, em Porto Belo, da Locana, de alto padrão, em pré-lançamento; Charles II Yacht Royal, em Itapema, na Meia Praia, da Okean/Gessele, de altíssimo padrão, confirmado; e Monte Moriá, em Porto Belo, no bairro Perequê, da Império, de alto padrão, também confirmado. Para Casa Itapema, o VGV estimado é de aproximadamente R$ 392 milhões. Já para os demais, diversos dados de VGV não haviam sido divulgados. As fontes da tabela incluem MySide, Jornal Razão, ND Mais, floresdesal.com.br, Terraza Urbanismo e perfis oficiais das incorporadoras no Instagram.
Avanços relevantes de infraestrutura e investimentos
Na parte de avanços relevantes, o relatório mostra como a valorização regional está sendo sustentada por investimentos concretos.
Em 31 de março de 2026, foi anunciado o novo hospital de R$ 200 milhões em Porto Belo. Será o primeiro hospital da cidade, com complexo de 30.000 m², investimento liderado pela Thozen Construtora e gestão da Clínica Via Imagem. A estrutura contará com 10 leitos de UTI, 6 salas de centro cirúrgico, UPA 24 horas, 30 leitos de internação e capacidade para atender 200 pacientes por dia. As obras começam em 2026 e devem gerar cerca de 150 empregos diretos. O projeto é apresentado como resposta ao crescimento populacional de 72% em uma década.
Também em março de 2026, houve a assinatura de contratos para o molhe e dragagem do Rio Santa Luzia, entre Porto Belo e Tijucas. Segundo o relatório, a obra deve viabilizar acesso de embarcações maiores, criação de marinas e equipamentos de lazer na foz do rio. A projeção dos especialistas citados é de valorização adicional de até 30% nos imóveis da região nos próximos dois anos. O metro quadrado nas áreas nobres já supera R$ 35.000.
Outro avanço importante foi o financiamento de R$ 250 milhões para obras estruturantes em Itapema, analisado pela Câmara por meio do PL 188/2026. O projeto autoriza a contratação de recursos para alargamento da faixa de areia da Meia Praia, reconstrução da UBS Central, construção de escolas e creches. A proposta é assinada pelo prefeito Alexandre Xepa, do PL.
O relatório também cita a Senna Tower, em Balneário Camboriú, que utiliza uma megafuradeira inédita de R$ 50 milhões. O empreendimento promete ser o maior edifício residencial do mundo, com mais de 550 metros de altura. Embora esteja fora da Costa Esmeralda, ele é apresentado como referência de sofisticação que eleva o padrão de toda a região e atrai investidores internacionais.
Em Itapema, o Píer Oporto entrou na reta final das obras. Com 18.274 m² de área total, o empreendimento possui estacionamento para 226 veículos, 50 vagas molhadas para embarcações de até 60 pés, marina com capacidade para 400 barcos e investimento de R$ 19 milhões. Em apenas 60 dias de funcionamento parcial, já havia recebido mais de 1 milhão de visitantes. A reurbanização da orla de Itapema, por sua vez, já ultrapassava 50% de execução, transformando a Meia Praia em polo náutico e turístico de referência nacional.
Em janeiro de 2026, Porto Belo também recebeu R$ 13,5 milhões em investimentos da SCGás para expansão da rede de gás natural entre 2026 e 2027. Paralelamente, a prefeitura assinou ordens de serviço para pavimentação viária, drenagem, sinalização e obras de contenção em várias vias do município. O relatório reforça que esses aportes ajudam a sustentar o crescimento do setor imobiliário, que já havia movimentado R$ 1,5 bilhão em apenas três meses no segundo semestre de 2025.
Outro marco apontado foi a Licença Ambiental de Instalação protocolada para os molhes e dragagem do Rio Tijucas. A Prefeitura de Tijucas protocolou no IMA o pedido da LAI para a construção dos Molhes Norte, com 481 metros, e Sul, com 342 metros, além da dragagem do Rio Tijucas, tratada no relatório como a maior obra da história da cidade, com investimento estimado em R$ 55,35 milhões. O projeto prevê remoção de 112.477 m³ de sedimentos, canal de 900 metros de extensão e profundidade entre 2,50 e 6,00 metros. O prazo estimado é de 12 meses para os molhes e 166 dias para a dragagem. A Marinha do Brasil já havia autorizado a construção em agosto de 2025, e a Licença Ambiental Prévia de número 3147/2025 foi concedida em setembro de 2025. A LAI é apresentada como a última etapa burocrática antes do início das obras. A projeção de valorização imobiliária segue em até 30% nos dois anos seguintes.
Tendências de mercado e comportamento do setor
Ao analisar as tendências de mercado, o relatório reúne dados que ajudam a entender o comportamento dos preços e as perspectivas para o segundo semestre de 2026.
Na evolução do preço médio por metro quadrado em Itapema, em comparação com Balneário Camboriú, os números apresentados são os seguintes: em 2021, Itapema estava em R$ 7.200/m² e Balneário Camboriú em R$ 7.800/m²; em 2022, Itapema subiu para R$ 9.500/m² e Balneário para R$ 10.200/m², com alta de 31,9% em Itapema; em 2023, Itapema foi para R$ 11.800/m² e Balneário para R$ 12.500/m², com alta de 24,2%; em 2024, Itapema chegou a R$ 13.200/m² e Balneário a R$ 13.800/m², com alta de 11,9%; em 2025, Itapema alcançou R$ 14.843/m² e Balneário R$ 14.906/m², com variação anual de 12,4%; em fevereiro de 2026, Itapema registrou R$ 14.944/m² e Balneário Camboriú R$ 15.030/m², com alta de 0,7% para Itapema. Fonte informada: FipeZAP / ZAP Imóveis.
No comparativo de VGV por cidade, estimado para 2025 com base em dados públicos, Porto Belo aparece com R$ 3,8 bilhões, liderando Santa Catarina; Itapema com R$ 2,7 bilhões; Balneário Camboriú com R$ 2,4 bilhões; Tijucas com R$ 650 milhões; e Bombinhas com R$ 400 milhões. O relatório destaca esse desempenho de Porto Belo como um caso sem precedentes de VGV per capita no Brasil, considerando que a cidade tem cerca de 30 mil habitantes.
No ranking nacional de preço médio do metro quadrado, com base no FipeZAP de fevereiro de 2026, Balneário Camboriú lidera com R$ 15.030/m², seguida por Itapema com R$ 14.944/m², depois Vitória, com R$ 14.108/m², Itajaí, com R$ 12.848/m², e Florianópolis, com R$ 12.773/m².
Na evolução do CUB/SC Residencial Médio, os dados apresentados pelo Sinduscon-SC são: outubro de 2025 em R$ 2.890,00/m²; novembro de 2025 em R$ 2.910,00/m², com alta de 0,69%; dezembro de 2025 em R$ 2.940,00/m², com alta de 1,03%; janeiro de 2026 em R$ 2.975,00/m², com alta de 1,19%; fevereiro de 2026 em R$ 3.019,00/m², com alta de 1,48%; e março de 2026 em R$ 3.028,45/m², com alta de 0,31%.
O relatório ainda traz um destaque estratégico: Porto Belo movimentou R$ 3,8 bilhões em vendas em 2025 e superou Balneário Camboriú em volume financeiro negociado. Para uma cidade de aproximadamente 30 mil habitantes, isso representa um VGV per capita sem precedentes no Brasil.
Outro ponto-chave é o impacto da Selic. Com a taxa em 14,75% ao ano e expectativa de novas reduções, os bancos já operam com financiamentos entre 10% e 12% ao ano para imóveis residenciais. A conclusão do relatório é direta: o segundo semestre de 2026 tende a ter aumento significativo de demanda, o que deve pressionar ainda mais os preços na Costa Esmeralda.
Na tabela de indicadores macroeconômicos relevantes para março de 2026, o relatório sintetiza que a Selic em 14,75% ao ano, com queda de 0,25 ponto, ajuda a destravar o crédito imobiliário; o CUB/SC em R$ 3.028,45/m² pressiona o custo de construção; o FipeZAP Nacional acumulado em 6,52% em 2025 representa a segunda maior alta em 11 anos e reforça a valorização patrimonial acelerada; o metro quadrado de Itapema em R$ 14.843 mostra escassez somada à alta demanda; o metro quadrado de Porto Belo em áreas nobres acima de R$ 35.000 reforça a força da infraestrutura náutica e da demanda; e o financiamento bancário na faixa de 10% a 12% ao ano amplia o público comprador.
Aspectos éticos e legais que afetam o setor
Na parte regulatória, o relatório destaca o PL nº 134/2025, em Itapema, que trata da comprovação de capacidade financeira por parte de construtoras e incorporadoras. Segundo o texto, a ACITA protocolou em 23 de março de 2026 uma manifestação junto à Câmara de Vereadores de Itapema apontando possível inconstitucionalidade do projeto. Entre os pontos levantados estão barreiras à livre iniciativa, insegurança jurídica, sobreposição com normas federais e ampliação da discricionariedade administrativa. Como alternativa, a entidade sugere fortalecer a fiscalização das normas já existentes e ampliar a transparência dos empreendimentos.
Também é citado o PL nº 170/2026, voltado à proteção do patrimônio público imobiliário em Itapema. O objetivo do projeto seria proteger o patrimônio público, desestimular práticas irregulares no mercado imobiliário e garantir maior responsabilidade nas transações envolvendo bens municipais.
Outro ponto importante é a atualização do Minha Casa Minha Vida em 2026. O relatório informa que os limites de renda e os tetos de financiamento devem ser ampliados. A Faixa 1 passa de até R$ 2.850 para até R$ 3.200, com variação de 12%. A Faixa 2 vai até R$ 5.000. A Faixa 3 passa de até R$ 8.600 para até R$ 9.600, com variação de 12% e teto subindo de R$ 350.000 para R$ 400.000. Já a Faixa 4 vai de até R$ 12.000 para até R$ 13.000, com variação de 8% e teto subindo de R$ 500.000 para R$ 600.000. Para o litoral catarinense, o relatório interpreta essa mudança como oportunidade para construtoras que atuam no segmento econômico, especialmente em Itapema, por causa do programa Casa Itapema.
Reflexões e análises estratégicas
Na leitura estratégica do cenário, o relatório traz quatro reflexões centrais.
A primeira é que a Costa Esmeralda deixou de ser promessa e virou consolidação. Porto Belo superou Balneário Camboriú em VGV em 2025, enquanto Tijucas surge como nova fronteira de valorização. O capital investidor estaria migrando para regiões onde ainda há potencial de upside, e a Costa Esmeralda oferece isso junto com infraestrutura em chegada.
A segunda reflexão é que o ciclo de infraestrutura funciona como gatilho de valorização. A assinatura dos contratos do molhe do Rio Santa Luzia e o anúncio do hospital de R$ 200 milhões em Porto Belo são apresentados como gatilhos clássicos. Quando a infraestrutura sai do papel e vira contrato assinado, o investidor precifica a segurança. Por isso, a projeção de mais 30% em dois anos é tratada como conservadora.
A terceira reflexão é que Tijucas representa uma janela de oportunidade. Com o lançamento do Rio Parque, de VGV estimado em R$ 1 bilhão, a cidade entra definitivamente no radar dos grandes investidores. Como o preço do metro quadrado ainda está abaixo de Itapema e Porto Belo, a combinação entre localização estratégica e potencial de retorno torna a equação especialmente favorável.
A quarta reflexão trata da Selic em queda como janela tática de compra. Com a taxa em 14,75% e perspectiva de novas reduções, o comprador que entra agora consegue travar preço antes que o crédito mais barato aqueça a demanda e pressione ainda mais os valores. O relatório aponta esse argumento como um dos mais poderosos para a equipe comercial neste momento.
Aplicações práticas para equipes comerciais e incorporadoras
Com base nos dados do período, o relatório organiza seis aplicações práticas.
A primeira é usar os contratos do molhe do Rio Santa Luzia e o anúncio do hospital de R$ 200 milhões em Porto Belo como argumento de urgência, apresentando a projeção de valorização como consequência direta de obras e não como promessa.
A segunda é atualizar imediatamente tabelas, viabilidades, CAPEX e correção de parcelas com base no CUB/SC de março de 2026, que fechou em R$ 3.028,45/m², com alta de 0,30% no mês. O relatório recomenda revisar contratos com INCC conforme a variação acumulada.
A terceira é posicionar Tijucas como a “próxima Itapema”, apoiando esse discurso no lançamento do Rio Parque e na assinatura dos contratos de infraestrutura náutica, além do comparativo de preço por metro quadrado entre as cidades.
A quarta é aproveitar a oportunidade do Casa Itapema, já com credenciamento aberto para construtoras. O projeto de 1.120 unidades em terrenos públicos doados, avaliados em R$ 64,2 milhões, cria uma equação financeira vista como favorável, especialmente nas Faixas 2 e 3.
A quinta é monitorar de perto o andamento do PL 134/2025 em Itapema, pois, caso aprovado, ele pode criar barreiras de entrada para novos empreendedores e alterar o pipeline de lançamentos da região.
A sexta é reforçar a comunicação usando a Selic como gatilho de compra: com a taxa em 14,75% ao ano e financiamentos entre 10% e 12% ao ano, comprar agora significa travar preço antes que a demanda aquecida pelo crédito mais barato pressione os valores no segundo semestre de 2026.
O que está em alta nas redes sociais
O relatório também traz uma análise de menções nas redes sociais e dos temas com maior engajamento no período.
No Instagram, o volume de engajamento é classificado como alto. Os temas em destaque são Costa Esmeralda, Porto Belo Lagos, Rio Parque Tijucas, Neymar Jr. em Porto Belo e o metro quadrado de Itapema entre os mais caros do Brasil.
No YouTube, o volume é médio, com destaque para Senna Tower, Ecossistema Neymar, investir no litoral de Santa Catarina e FipeZAP 2026.
No TikTok, a tendência é de crescimento, puxada por Neymar em Porto Belo, metro quadrado mais caro do Brasil e investimento em imóveis em Santa Catarina.
No X (Twitter), o volume é baixo, mas aparecem menções a boom imobiliário em Santa Catarina, Selic e imóveis, além da verticalização do litoral.
Nos portais locais, o volume de cobertura é alto, com destaque para o hospital de Porto Belo, o Casa Itapema, o Rio Parque Tijucas e o PL 134/2025 com manifestação da ACITA.
Entre os empreendimentos em evidência nas redes, o relatório afirma que o Ecossistema Neymar Jr. em Porto Belo foi o conteúdo imobiliário mais viral do período, com cobertura espontânea em várias plataformas. A FG Empreendimentos, por meio da Senna Tower, mantém presença forte em YouTube e Instagram. Já a CRI Soluções Imobiliárias, do litoral norte, é citada por ter alcançado R$ 120 milhões em vendas em janeiro de 2026, com projeção de R$ 600 milhões para o ano.
Comparativo de VGV e ticket médio por cidade
Na comparação de desempenho financeiro e posicionamento por município, o relatório apresenta Porto Belo como destino de luxo, com VGV estimado em R$ 3,8 bilhões em 2025, preço médio entre R$ 15.000 e R$ 35.000 por metro quadrado e ticket médio entre R$ 1,5 milhão e R$ 5 milhões ou mais, com foco em alto e altíssimo padrão.
Itapema aparece com VGV entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, preço médio de R$ 14.843 por metro quadrado e ticket médio entre R$ 800 mil e R$ 3 milhões, com predominância de médio e alto padrão e valorização de 6,52% em 2025. O posicionamento atribuído é o de segundo metro quadrado mais caro do Brasil.
Tijucas surge com VGV entre R$ 500 milhões e R$ 800 milhões, preço médio entre R$ 5.000 e R$ 10.000 por metro quadrado e ticket médio de R$ 400 mil a R$ 1,5 milhão, com predominância de médio padrão e lotes. O posicionamento é de nova fronteira, com crescimento acelerado.
Bombinhas aparece com VGV entre R$ 300 milhões e R$ 500 milhões, preço médio entre R$ 8.000 e R$ 15.000 por metro quadrado, ticket entre R$ 600 mil e R$ 2 milhões e leitura de turismo premium.
Balneário Camboriú entra como referência nacional, com VGV de R$ 2,4 bilhões, preço médio de R$ 14.906 por metro quadrado e tickets que vão de R$ 1 milhão a mais de R$ 70 milhões, mantendo o posto de metro quadrado mais caro do Brasil e sendo classificada como referência nacional. O relatório observa que os valores são estimativas com base em dados públicos.
Na comparação de ticket médio por tipologia na Costa Esmeralda, o relatório apresenta os seguintes valores estimados para março de 2026. Em studio ou 1 quarto econômico, Porto Belo trabalha com cerca de R$ 450 mil, Itapema com R$ 380 mil e Tijucas com R$ 280 mil. Em 2 quartos de médio padrão, Porto Belo gira em torno de R$ 900 mil, Itapema R$ 750 mil e Tijucas R$ 500 mil. Em 3 quartos ou suítes de alto padrão, Porto Belo chega a R$ 1,8 milhão, Itapema a R$ 1,4 milhão e Tijucas a R$ 900 mil. Em 4 suítes de altíssimo padrão, Porto Belo aparece com R$ 3,5 milhões, Itapema com R$ 2,8 milhões e Tijucas com R$ 1,5 milhão. Já em cobertura ou penthouse de luxo, Porto Belo supera R$ 8 milhões, Itapema supera R$ 6 milhões e Tijucas supera R$ 2,5 milhões.
O comparativo visual do ticket médio para a tipologia de 3 quartos / alto padrão reforça Porto Belo em R$ 1,8 milhão, Itapema em R$ 1,4 milhão e Tijucas em R$ 900 mil.
Recomendações de conteúdo e acompanhamento de mercado
Na seção final, o relatório reúne recomendações de entretenimento e atualização profissional para quem atua ou investe no setor imobiliário da região.
A primeira recomendação é acompanhar a Senna Tower, da FG Empreendimentos, no YouTube e em conteúdos de construção. O projeto é citado como o maior edifício residencial do mundo em construção, com megafuradeira de R$ 50 milhões e mais de 550 metros de altura. A lógica é entender o nível de sofisticação exigido pelo mercado de altíssimo padrão.
A segunda é acompanhar mensalmente o FipeZAP, por meio de podcast, blog e conteúdos de mercado, para monitorar a evolução dos preços por cidade e atualizar argumentação comercial e tabelas.
A terceira é seguir o Ecossistema Neymar Jr. — Porto Belo Lagos no Instagram, usando o projeto como termômetro do que o mercado de altíssimo padrão espera de Porto Belo nos próximos anos.
A quarta é acompanhar o Rio Parque Tijucas em portais e jornais especializados em infraestrutura, observando como o conceito de bairro-parque com marina privativa está sendo recebido pelo mercado e como isso pode influenciar futuros posicionamentos de produto em Tijucas.
A quinta é monitorar os perfis oficiais das principais construtoras da Costa Esmeralda — como FG, PHACZ, CRI e Thozen — nas redes sociais, para acompanhar lançamentos, eventos de vendas e posicionamento de produto em tempo real. O relatório lembra que a FG Empreendimentos foi a primeira de Santa Catarina no ranking INTEC 2026.
A sexta é manter o ND Mais como uma das principais fontes de cobertura imobiliária do litoral norte catarinense, inclusive com alertas para termos como “Itapema”, “Porto Belo” e “mercado imobiliário SC”.
Fontes e observações finais
De acordo com o relatório, todas as informações foram baseadas em fontes públicas verificadas, incluindo Jornal Razão, ND Mais, Gazeta da Semana, Folha do Estado SC, Gazeta do Povo, Rafael Cassio Blog, Tribuna do Agreste, Visor Notícias, MySide, Sinduscon-SC e FipeZAP. O documento também informa que os dados de VGV e ticket médio são estimativas construídas a partir de informações públicas disponíveis. A próxima edição está prevista para 1º de maio de 2026, dentro de uma frequência mensal.

O programa Minha Casa, Minha Vida entrou em março de 2026 em uma nova fase de expansão, com mudanças relevantes nas faixas de renda, aumento do teto dos imóveis financiados e sinais cada vez mais claros de que o programa voltou a ocupar um papel central na política habitacional e no mercado imobiliário brasileiro. Com data de referência em 1º de abril de 2026, o cenário apresentado pelo relatório mostra um MCMV mais robusto, com metas ampliadas, forte presença nacional e impacto direto tanto na construção civil quanto no acesso à moradia para famílias de baixa e média renda. Entre os principais destaques do período, o programa projeta alcançar 3 milhões de moradias contratadas até o fim de 2026, número que reforça a aceleração da política habitacional após a retomada iniciada em 2023. Desde então, já foram entregues 1,4 milhão de moradias, com um investimento total contratado de R$ 343,4 bilhões entre 2023 e 2026. O peso econômico também chama atenção: o crédito imobiliário já supera 10% do PIB nacional, um salto expressivo quando comparado ao patamar de cerca de 2% antes da criação do programa. Além disso, o MCMV já responde por 52% dos lançamentos imobiliários do país, com participação ainda mais forte no Norte, onde chega a 69%, e no Nordeste, com 64%. Ao mesmo tempo, o déficit habitacional recuou 3,4% em 2024, pelo segundo ano seguido, chegando a 7,4% dos domicílios ocupados. A principal novidade de março foi a aprovação, pelo Conselho Curador do FGTS, em 24 de março de 2026, de mudanças importantes nas regras do programa. O objetivo das alterações foi ampliar o acesso à moradia e atualizar os parâmetros do MCMV à realidade econômica do país. Na prática, houve aumento dos limites de renda familiar e elevação do teto do valor dos imóveis financiados nas faixas superiores. A Faixa 1 passou de até R$ 2.850 para até R$ 3.200, um reajuste de 12%. A Faixa 2 subiu de até R$ 4.700 para até R$ 5.000, avanço de 6%. Já a Faixa 3 foi de até R$ 8.600 para até R$ 9.600, com reajuste de 12%, além de aumento do teto do imóvel de R$ 350 mil para R$ 400 mil. A maior mudança ocorreu na Faixa 4, voltada à classe média, que saiu de até R$ 12 mil para até R$ 13 mil de renda, com teto do imóvel ampliado de R$ 500 mil para R$ 600 mil. Essas mudanças ganham ainda mais relevância quando se observa o contexto do salário mínimo reajustado para R$ 1.621 em 2026. Com isso, o novo teto da Faixa 1, fixado em R$ 3.200, ficou próximo de dois salários mínimos, o que ajuda a manter famílias de menor renda dentro das melhores condições de financiamento oferecidas pelo programa. Segundo o relatório, ao menos 87,5 mil famílias devem ser beneficiadas diretamente por essa atualização, podendo migrar para faixas com juros mais baixos. Ao mesmo tempo, o mês também consolidou uma mudança que já vinha gerando ruído no mercado: a restrição dos subsídios da Faixa 2, em vigor desde 1º de janeiro de 2026. Embora famílias com renda entre R$ 4 mil e R$ 5 mil continuem formalmente enquadradas nessa faixa, elas deixaram de ter acesso ao subsídio habitacional por força de alterações aprovadas no fim de 2025 pelas Resoluções nº 1.132 e nº 1.138 do Conselho Curador do FGTS. Em compensação, o valor mínimo do subsídio foi elevado de R$ 500 para R$ 1.500, e o subsídio máximo da Faixa 1 foi ampliado para R$ 65 mil na região Norte, permanecendo em R$ 55 mil nas demais regiões. Segundo o Ministério das Cidades, a medida busca priorizar famílias de menor renda e preservar o orçamento do FGTS. Ainda assim, o mercado registrou relatos de compradores que foram surpreendidos ao descobrir a perda do benefício apenas no momento da assinatura do contrato com a Caixa, o que revela falhas de comunicação nessa transição. No campo das entregas e contratações, março confirmou o ritmo acelerado do programa. O Governo Federal já havia atingido a meta de 2 milhões de contratações com um ano de antecedência, ainda no fim de 2025, e agora trabalha com a projeção de chegar a 3 milhões até dezembro de 2026. As contratações realizadas de 2023 até agora já superam em 51% o volume observado entre 2019 e 2022, e a expansão acumulada pode alcançar 120% até o fim do ano. Em 24 de março de 2026, em um evento simultâneo nacional transmitido de Brasília e de quatro municípios, foram entregues 2.215 novas unidades habitacionais, beneficiando mais de 8.800 pessoas. Santarém, no Pará, liderou com 1.408 unidades e R$ 116,3 milhões investidos. Em seguida vieram Rio Largo, em Alagoas, com 609 unidades e R$ 64,5 milhões; Dias d’Ávila, na Bahia, com 148 unidades e R$ 21,83 milhões; e São Brás, também em Alagoas, com 50 unidades e R$ 3,75 milhões. Os números por estado mostram a escala do programa. São Paulo aparece com 393 mil moradias entregues entre 2023 e 2026, 613,8 mil unidades contratadas e R$ 107,2 bilhões em investimentos. Minas Gerais soma 157 mil entregas e 183,2 mil unidades contratadas. O Rio Grande do Sul registra 110 mil entregas e 153,5 mil contratações. O Ceará aparece com 50,4 mil moradias entregues; o Rio Grande do Norte, com 31,7 mil entregas e 47,3 mil unidades contratadas; o Maranhão, com 25,8 mil entregas; o Distrito Federal, com 12,5 mil entregas e 21 mil contratações; o Espírito Santo, com 12,1 mil entregas e 18,5 mil contratações; Santa Catarina, com 59 mil entregas, 60,7 mil unidades contratadas e R$ 11,2 bilhões em investimentos; e o Acre, com 793 moradias entregues, 3 mil contratadas e R$ 428,3 milhões investidos. Em São Paulo, a média anual supera 124 mil entregas desde 2023. Em Santa Catarina, passa de 19 mil por ano. Segundo o Ministério das Cidades, 60% das casas construídas em território catarinense estão vinculadas ao MCMV. No total, o programa já impactou 88% das cidades brasileiras, alcançando 4.911 municípios em todas as regiões do país. Os indicadores apresentados no relatório reforçam o alcance econômico e social do programa. Em São Paulo, as entregas anuais foram de 126,6 mil unidades em 2023, 140,2 mil em 2024, 116,9 mil em 2025 e 9,2 mil em 2026 até março. Na participação regional dos lançamentos, o MCMV responde por 69% no Norte, 64% no Nordeste, 52% na média nacional, 48% no Sul, 45% no Sudeste e 42% no Centro-Oeste. O déficit habitacional total estimado no Brasil é de 5,8 milhões de moradias, sendo cerca de 90% concentrado em famílias de baixa renda. O programa também aparece associado a outras frentes importantes: o Reforma Casa Brasil já somava 55 mil contratos nos quatro primeiros meses, com R$ 40 bilhões disponíveis até 2026; a linha MCMV Classe Média já contabilizava 29,8 mil contratações, com previsão de atingir 120 mil até o fim de 2026; e 1 milhão de moradias já haviam sido quitadas para beneficiários do BPC e do Bolsa Família, com redução das parcelas de 120 para 60. Em termos de imagem pública, o programa apresentava 90% de aprovação popular, segundo pesquisa Genial/Quaest. As declarações de março ajudam a entender a narrativa política e institucional que acompanha esse momento do programa. Durante a cerimônia de entrega de 24 de março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que sonha com o dia em que nenhum brasileiro fique sem casa para morar, associando essa meta a uma missão de vida. No mesmo evento, Rui Costa declarou que o governo chegará a 3 milhões de casas contratadas em 2026 e destacou que São Paulo atingiu um número histórico, com 60% das casas construídas vinculadas ao programa. Jader Filho, ministro das Cidades, afirmou em 9 de março, no Fórum Norte e Nordeste da Indústria da Construção, que 2026 será o maior ano da história da habitação no país, citando a ampliação do “cheque” habitacional para até R$ 65 mil e a redução das taxas de juros. Carlos Vieira, presidente da Caixa, reforçou o peso do programa sobre o PIB, lembrando que a participação do crédito imobiliário passou de cerca de 2% para mais de 10%. Já Luiz França, da ABRAINC, avaliou que o MCMV se consolidou como pilar do setor imobiliário, ao responder por metade dos lançamentos e quase metade das vendas no último trimestre. Marcos Holanda, do Fórum Norte e Nordeste da Indústria da Construção, destacou a importância da articulação entre governo, instituições financeiras, estados e municípios para ampliar investimentos e alinhar políticas públicas. Na mídia, março foi dominado pela repercussão das novas regras. Portais como G1, Valor Econômico, InfoMoney e IstoÉ Dinheiro deram grande visibilidade ao aumento dos tetos de renda e dos limites dos imóveis. O G1 destacou o impacto da possibilidade de financiar imóveis de até R$ 600 mil para famílias com renda de até R$ 13 mil. O Valor Investe enfatizou a exclusão de parte da Faixa 2 do subsídio e a elevação do piso do benefício. O portal Portas analisou os reajustes contínuos do programa a partir da tensão entre ajuste técnico e calendário eleitoral. A IstoÉ Dinheiro resumiu as novas faixas e os novos tetos aprovados em 24 de março. O Valor Econômico repercutiu a leitura do governo de que o programa ajudou a reduzir o déficit habitacional. Já o Secovi-SP destacou reuniões e articulações com entidades do setor para discutir ambiente de negócios e prioridades do mercado imobiliário. Nas redes sociais, os perfis @govbr e @governosp tiveram alto engajamento com entregas regionais e com as novas regras do programa. No TikTok e no Instagram, corretores e compradores passaram a produzir conteúdos explicativos sobre os novos tetos e sobre a perda de subsídio na Faixa 2. No LinkedIn, o estudo “MCMV: Panorama 2025”, da ABRAINC, ganhou tração ao divulgar 224.842 unidades lançadas, alta de 13,5%, e 196.876 unidades vendidas, crescimento de 15,9% em 2025. Do ponto de vista estratégico, o relatório aponta que os reajustes do MCMV podem ser lidos por duas chaves ao mesmo tempo. De um lado, há uma necessidade técnica real, provocada pela inflação dos insumos, pela escassez de mão de obra e pelo descolamento entre os antigos tetos e os preços de mercado. De outro, em um ano eleitoral como 2026, o momento dos anúncios também cumpre função política, sobretudo ao ampliar o alcance do programa para a classe média urbana por meio da Faixa 4. As duas interpretações convivem e não se anulam. Para incorporadoras e players do setor, as oportunidades são claras. O novo teto de R$ 400 mil na Faixa 3 e o de R$ 600 mil na Faixa 4 tendem a destravar lançamentos em capitais como Brasília, Curitiba e Florianópolis, onde o custo da terra vinha inviabilizando projetos dentro dos limites anteriores. O acesso ao crédito subsidiado para a classe média também transforma a Faixa 4 em alternativa mais competitiva em um contexto de Selic elevada. A recomendação estratégica é que o mercado priorize lançamentos nessa faixa em capitais e desenvolva produtos especificamente voltados a esse público. Ao mesmo tempo, a restrição de subsídios para famílias com renda entre R$ 4 mil e R$ 5 mil exige ajuste de comunicação comercial e de simulações de crédito, já que o valor de entrada sobe para esse grupo. O Reforma Casa Brasil aparece como nova linha de receita, com potencial de ser incorporado ao portfólio das empresas, enquanto a regularização fundiária, exemplificada pelas 35 mil famílias atendidas em Belém, sinaliza oportunidade de expansão futura e maior segurança jurídica em novos mercados. O relatório também alerta para gargalos. A comunicação sobre a mudança de subsídios foi considerada insuficiente pelo mercado, gerando surpresas no momento da assinatura dos contratos. Além disso, o padrão de reajustes frequentes e irregulares cria descontinuidade para incorporadores, dificulta o planejamento de novos lançamentos e gera ciclos de escassez entre uma atualização e outra. Para o setor imobiliário, a credibilidade de longo prazo do programa depende de ele ser percebido como política de Estado estável, e não apenas como agenda ajustada ao ciclo eleitoral. Regionalmente, os efeitos também não serão uniformes. A revisão das faixas tende a produzir impactos maiores em estados como Pernambuco, Ceará e Bahia, onde há maior concentração de famílias nas rendas afetadas. A região Norte, por sua vez, já atingiu 8% de utilização dos recursos do FGTS, muito próxima da meta de 9%, o que sugere aceleração relevante na demanda e no ritmo de contratação. Isso indica que o desenho do programa, embora nacional, terá efeitos mais intensos em mercados específicos, dependendo do perfil de renda, da oferta de terrenos e do estágio de maturidade da produção local. Em resumo, março de 2026 consolidou o Minha Casa, Minha Vida como o principal motor da habitação popular e uma das engrenagens mais relevantes da construção civil brasileira. Com metas ampliadas, maior presença territorial, nova abertura para a classe média, redução do déficit habitacional e alto nível de aprovação popular, o programa reforça seu peso econômico e social. Ao mesmo tempo, as mudanças nas regras, especialmente na Faixa 2, mostram que o crescimento do MCMV exige comunicação mais clara, previsibilidade regulatória e adaptação estratégica por parte de corretores, incorporadoras e agentes financeiros. O mercado que conseguir entender rapidamente essa nova configuração tende a sair na frente em 2026.

Segmento bate três recordes simultâneos e consolida presença nas carteiras Janeiro não foi apenas mais um mês para os Fundos Imobiliários. Foi histórico. Pela primeira vez, o segmento atingiu três recordes simultâneos: 📌 Mais de 3 milhões de investidores 📌 R$ 200 bilhões em patrimônio 📌 R$ 537 milhões de volume médio diário Tripla marca. No mesmo mês. Coincidência? Difícil. Isso é densidade de mercado. 📈 O investidor pessoa física virou protagonista A base de cotistas chegou a 3,033 milhões. Um ano antes, eram 2,785 milhões. Quem está puxando esse crescimento? A pessoa física. Hoje, ela responde por 72,9% do patrimônio alocado em FIIs. Institucionais ficam com 21,6%.Estrangeiros, 4,2%. Ou seja: o investidor individual não apenas entrou (ele ficou). E ficou com peso relevante. 💰 R$ 200 bilhões e liquidez de gente grande O patrimônio bateu R$ 200 bilhões, impulsionado por: ✔️ Valorização das cotas ✔️ Novos aportes ✔️ Retorno gradual do apetite por risco No mercado à vista, janeiro movimentou R$ 11,3 bilhões. Foram cerca de 15 milhões de negócios. Liquidez, aqui, não é detalhe técnico. É maturidade. Significa profundidade para entrar. E segurança para sair. 📊 O IFIX voltou ao radar O termômetro do setor, o IFIX, avançou: 📈 +2,3% em janeiro 📈 +27,8% em 12 meses 📈 +21,33% em 2025 (maior alta desde 2019) Depois de um período de juros altos e renda fixa dominando as carteiras, o movimento começa a mudar. E aqui entra o personagem central dessa história: a Selic. Com a taxa em 15% ao ano, a simples perspectiva de cortes em 2026 já está redefinindo a equação risco-retorno. Quando a renda fixa perde protagonismo relativo, os FIIs ganham brilho novamente. Distribuição recorrente + potencial de valorização. A combinação volta a seduzir. 🏬 Quem concentrou o volume? Entre os fundos mais negociados de janeiro, destacam-se: Capitânia Office (CPOF11) – R$ 41,2 milhões de ADTV TRX Real Estate (TRXF11) – R$ 22,3 milhões Kinea Rendimentos (KNCR11) – R$ 19,3 milhões Maxi Renda (MXRF11) – R$ 19,2 milhões BTG Pactual Logística (BTLG11) – R$ 18,9 milhões XP Malls (XPML11) – R$ 15,3 milhões Patria Log (HGLG11) – R$ 14,4 milhões Não é apenas giro. É rotação estratégica. 🏛️ Institucional x pessoa física: um empate técnico Na divisão do volume financeiro negociado: ✔️ Institucionais: 39,7% ✔️ Pessoa física: 39,0% ✔️ Estrangeiros: 17,8% Equilíbrio raro. Quando diferentes perfis convivem com peso semelhante, o mercado amadurece. Mais estratégias. Mais horizonte de longo prazo. Menos volatilidade impulsiva. De complemento a núcleo de carteira Com 434 fundos listados, cinco a mais que no mês anterior, os FIIs deixaram de ser acessório. Viraram peça estrutural. O que antes era “um complemento para renda mensal” agora ocupa espaço relevante na estratégia patrimonial. E o recado é claro: os FIIs não são mais nicho. São infraestrutura financeira. 📊 O que está por trás da virada? Ciclo monetário. Expectativa de corte de juros. Busca por renda previsível. E uma geração de investidores mais confortável com risco moderado. O mercado imobiliário via Bolsa ganhou profundidade. E profundidade, em finanças, significa permanência. Janeiro pode ter sido histórico. Mas talvez o mais relevante seja outra pergunta: estamos vendo apenas um pico, ou o início de um novo ciclo estrutural para os FIIs?

O Minha Casa, Minha Vida (MCMV) não apenas acompanhou o crescimento do mercado imobiliário em 2025, ele foi responsável por uma fatia decisiva dessa expansão. No acumulado do ano, o programa lançou 224.842 unidades, dentro de um total de 453.005 imóveis colocados no mercado brasileiro. Na prática, isso significa que praticamente metade (cerca de 49,6%) de todos os lançamentos residenciais do país em 2025 esteve vinculada ao programa habitacional do governo. Do lado das vendas, o peso também foi expressivo: das 426,2 mil unidades comercializadas no ano, 196,876 pertenciam ao programa, o equivalente a aproximadamente 46% de todas as vendas realizadas no país. O protagonismo ficou ainda mais evidente no quarto trimestre. Entre outubro e dezembro, o MCMV respondeu 69,188 dos 133.811 lançamentos do período, cerca de 52% do total nacional. Nas vendas, foram 53.145 unidades dentro de um universo de 109.439 imóveis negociados, algo perto de 49% do mercado no trimestre. Ou seja, praticamente um em cada dois imóveis vendidos no Brasil no fim de 2025 estava dentro do programa habitacional. Esse desempenho não apenas garantiu escala ao segmento de habitação popular, como sustentou o próprio ritmo da construção civil em um ambiente de juros elevados. Segundo a pesquisa Indicadores Imobiliários Nacionais, da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, o mercado como um todo encerrou 2025 com recordes históricos. Foram 453.005 unidades lançadas no ano, alta de 10,6% frente a 2024, e um Valor Geral de Lançamentos (VGL) de R$ 292,3 bilhões, também 10m6% superior ao registrado no ano anterior. As vendas cresceram 5,4% passando de 404,2 mil para 426,2 mil unidades, enquanto o Valor Geral de Vendas (VGV) somou R$ 264,2 bilhões, avanço de 3,5%. A influência do MCMV foi particularmente relevante nas regiões mais populosas. O sudeste respondeu por 55% das vendas no quarto trimestre. No Norte, essa participação chegou a 56%. No consolidado anual, o Sudeste também liderou o crescimento dos lançamentos, com alta de 15,1% sobre 2024. O pano de fundo para esse desempenho é uma demanda estrutural ainda elevada. Metade dos entrevistados na pesquisa declarou intenção de comprar imóvel no próximos 24 meses, sendo que o principal motivo é sair do aluguel. Apartamentos seguem como o tipo de imóvel mais desejado. Para 2026, a expectativa é de cenário mais favorável, com possível queda da taxa básica de juros (Selic), melhora nas condições de crédito e expansão das fontes de financiamento. A meta do governo de alcançar 3 milhões de unidades contratadas pelo programa até o fim do ano reforça a perspectiva de continuidade no ritmo de contratações. Os números mostram que o programa deixou de ser apenas um segmento específico do mercado: ele se tornou a espinha dorsal da atividade imobiliária no país. Em um ano de credito mais restrito, foi o MCMV que garantiu volume, previsibilidade e sustentação ao setor, e ajudou a levar o mercado brasileiro a novos recordes históricos.

Reajuste dos tetos das faixas 1 e 2 do Minha Casa, Minha Vida amplia alcance do programa, destrava projetos em regiões críticas e reforça a aposta do governo em bater 3 milhões de contratos até 2026. Depois de meses patinando em várias cidades do Norte e do Nordeste, o Minha Casa, Minha Vida ganhou um fôlego novo. O reajuste dos tetos das faixas 1 e 2, aprovado pelo Conselho Curador do FGTS, foi recebido pelo setor como um avanço concreto (daqueles que mexem no jogo de verdade). Não muda o subsídio, não cria nova regra mirabolante. Mas faz o básico bem feito: permite que mais imóveis voltem a caber dentro do programa. 📍 Onde o problema era maior, o efeito tende a ser mais claro A leitura entre construtoras é direta: o gargalo estava no preço máximo, não na demanda. Em muitas cidades médias e grandes do Norte e do Nordeste, o MCMV simplesmente deixou de fechar a conta. Com os novos limites (que chegam a R$ 275 mil, dependendo do porte do município) o programa passa a alcançar 263 cidades, segundo o governo federal. Em tradução livre: menos obra travada, mais projeto viável. 📊 Os novos tetos, sem rodeios Cidades maiores ganharam mais espaço para respirar: Municípios com mais de 750 mil habitantes: teto sobe de R$ 264 mil para R$ 275 mil Entre 300 mil e 750 mil habitantes: de R$ 250 mil para R$ 270 mil Entre 100 mil e 300 mil habitantes: de R$ 230 mil para R$ 245 mil Pode parecer ajuste fino. Mas, na prática, é a diferença entre lançar ou não lançar. Custos subiram. O programa precisava acompanhar O setor avalia que o reajuste ajuda a compensar a alta dos custos da construção, que vinha expulsando incorporadoras das faixas de menor renda. Quando o teto não acompanha o preço real do metro quadrado, o resultado é conhecido: 👉 menos oferta 👉 menos competição 👉 menos moradia onde ela é mais necessária O ajuste não resolve tudo, mas reconecta o programa à realidade do canteiro. 🎯 A aposta do governo é clara (e alta) O movimento acontece em meio à forte aposta do governo Lula no Minha Casa, Minha Vida como vitrine da política habitacional. A meta agora é ambiciosa: 3 milhões de unidades contratadas até o fim do mandato, acima da previsão inicial de 2 milhões. Em 2025, o programa já mostrou tração: quase 200 mil unidades na faixa 1 cerca de 157 mil na faixa 2Juntas, essas faixas responderam por 29% do total contratado no ano. 💰 Dinheiro tem. A pergunta é: chega onde precisa? Para 2026, o orçamento aprovado pelo FGTS soma R$ 160,5 bilhões para habitação e saneamento — sendo R$ 144,6 bilhões só para moradia. Com recurso, teto ajustado e demanda represada, o setor vê um cenário favorável para retomar o crescimento justamente onde está o maior déficit habitacional do país. A CBIC, inclusive, já prepara novas propostas para discutir a revisão das demais faixas em 2026. O diálogo com o governo, segundo a entidade, está aberto. 🏠 No fim das contas… O reajuste dos tetos não é revolução. Mas é engenharia básica aplicada à política pública. E, num programa do tamanho do Minha Casa, Minha Vida, às vezes é isso que destrava o canteiro.

Com orçamento recorde, novas faixas e ajustes regionais, o Minha Casa, Minha Vida volta a ser o principal motor da habitação e da construção civil no Brasil. Até novembro, o Minha Casa, Minha Vida já financiou 678 mil unidades habitacionais no país. Faltam pouco mais de 20 mil contratos para igualar o recorde histórico de 2024. Considerando o ritmo, a pergunta não é se o recorde cai — é quando. 📊 Dinheiro não faltou. E isso muda tudo O programa operou em 2025 com um orçamento perto de R$ 180 bilhões, o maior já destinado à habitação no Brasil. Na prática, isso significou previsibilidade, segurança para contratar e confiança para lançar. Resultado? Um setor que parou de pisar no freio. Segundo Luiz França, presidente da Abrainc, esse volume de recursos permitiu acelerar contratações e antecipar metas: os 2 milhões de moradias previstos para quatro anos podem ser alcançados já em 2025, com chance de chegar a 3 milhões até o fim de 2026. 🏙️ São Paulo entrega o retrato do efeito MCMV Na capital paulista, os números ajudam a contar a história. Em 12 meses até outubro, os lançamentos cresceram 41% e as vendas avançaram 10%, segundo o Secovi-SP. O SindusCon-SP não hesita em apontar o motor: o desempenho do mercado de baixa renda foi sustentado principalmente pelo Minha Casa, Minha Vida. 💬 “O programa voltou a ser o principal eixo da habitação de interesse social no país”, resume Yorki Estefan, presidente do sindicato. 🏠 Faixa 4: quando a classe média voltou ao jogo Uma das viradas do ano foi o lançamento da Faixa 4, voltada a famílias com renda de até R$ 12 mil, juros de 10% ao ano e prazo de até 420 meses. Num cenário de Selic elevada e crédito caro, isso não foi detalhe: foi sobrevivência. Para Eduardo Fischer, CEO da MRV&Co, manter parâmetros congelados é receita para exclusão. “Inflação existe, imóveis encarecem e a renda das famílias muda. Se o programa não acompanha, ele perde público”, diz. 📉 Juros altos apertam — ajustes destravam A classe média vinha dependente quase exclusivamente da poupança, que ficou mais escassa e cara. A readequação do programa ajudou a destravar contratações justamente onde o mercado estava travado. “O setor respondeu rápido, com novos lançamentos e crescimento consistente”, aponta Clausens Duarte, da CBIC. 🔧 Teto maior, mapa mais realista Outro ajuste importante veio do Conselho Curador do FGTS, que aprovou a ampliação do teto de preço dos imóveis das faixas 1 e 2 a partir de 2026.Segundo Renato Correia, presidente da CBIC, a medida era necessária para viabilizar empreendimentos em capitais do Norte e Nordeste, onde os custos já não cabiam mais no modelo antigo. 🤝 Quando estados entram no jogo, o alcance cresce O setor também destaca o avanço da integração entre programas federais e estaduais. Casa Paulista e CDHU em São Paulo, políticas próprias em Minas, Bahia, Pernambuco, Rio, além das COHABs no Sul e iniciativas complementares no Nordeste. O efeito é simples: mais alcance, mais capilaridade e famílias ainda mais vulneráveis atendidas. Conclusão: o MCMV voltou a puxar o setor 2025 consolida um movimento claro: o Minha Casa, Minha Vida deixou de ser apenas política habitacional e voltou a ser instrumento de ritmo para a construção civil. Com orçamento, ajustes e coordenação, o programa mostra que, quando funciona, o mercado responde — rápido. Agora, com recorde à vista, a pergunta inevitável é: 👉 o desafio em 2026 será crescer… ou sustentar?

Santa Catarina foi o estado que mais recebeu migrantes em cinco anos, conforme o Censo Demográfico, que levantou dados entre 2010 e 2022. A pesquisa foi divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (27). Segundo o IBGE, cerca de 580,5 mil migrantes vieram morar em Santa Catarina entre 2017 e 2022. Na contramão, 149 mil pessoas que moravam no estado em 2017 foram embora até 2022. Isso significa que Santa Catarina concentra um saldo migratório de 354 mil pessoas, o maior em comparação com outros estados. Conforme a pesquisa, a maioria das pessoas que se mudou para Santa Catarina no período é do Rio Grande do Sul, com 134,8 mil migrantes, cerca de 26,8% do total. Em seguida estão as pessoas do Paraná (96,1 mil), com 19,1% do total e São Paulo (62,4 mil), com 12,4%. Por outro lado, o estado de onde mais pessoas preferiram ir embora do que chegar foi o Rio de Janeiro, que perdeu 165,4 mil em população. Em seguida, estão o Maranhão (-129,2 mil) e o Distrito Federal (-99,6 mil). Mais da metade dos imigrantes que vieram para Santa Catarina escolheu permanecer no estado. O levantamento apontou que ao menos 66% dos 72,6 mil estrangeiros que vieram para SC desde 2010 moraram no estado, ao menos, até 2022. A taxa de permanência é a maior entre todos os estados brasileiros e o Distrito Federal. Em um segundo recorte, o IBGE ranqueou os municípios de Santa Catarina que mais têm imigrantes que moram há dez anos, entre 2012 e 2022. Balneário Gaivota: 55,7% Itapoá: 53% Balneário Arroio do Silva: 48,8% Porto Belo: 45% Balneário Barra do Sul: 45% Barra Velha: 44,3% Araquari: 44,2% Bombinhas: 42,3% Passo de Torres: 40,7% São Pedro de Alcântara: 40,5% O IBGE detalhou a nacionalidade dos estrangeiros que escolhem Santa Catarina para morar. Venezuela: 54% Haiti: 15,7% Argentina: 5% Estados Unidos: 2,7% Portugal: 1,9% Paraguai: 1,9% Colômbia: 1,8% Cuba: 1,6% Peru: 1,3% Alemanha: 1,1% Fonte: ND+

Com imóveis no litoral catarinense ultrapassando os R$ 100 mil por metro quadrado, investidores têm buscado novas áreas com potencial de valorização. Tijucas, cidade a 40 km de Balneário Camboriú e 50 km de Florianópolis, desponta como a próxima aposta do mercado imobiliário de alto padrão. O município tem atraído atenção por sua localização estratégica entre a foz do rio Itajaí-Açu e a capital catarinense. Situado às margens do rio Tijucas, o local ainda possui disponibilidade de grandes áreas ainda não adensadas. O cenário é ideal para projetos urbanísticos sofisticados — como o que será lançado ainda este ano pela recém-criada empresa de construção civil Novo Ambiente. Veterano do setor com mais de 20 anos de experiência, o líder da empresa Ricardo Laus assina projetos de novos empreendimentos que prometem transformar a paisagem de Tijucas, incluindo um bairro planejado de mais de 40 hectares, parque linear e integração total com a natureza. A aposta segue uma tendência global: segundo pesquisa nos EUA, 45% dos compradores preferem imóveis próximos à água e à natureza, sem abdicar da proximidade com centros urbanos. A alta procura por qualidade de vida tem impulsionado a valorização de regiões como Tijucas. Com margens amplas para crescimento, infraestrutura em expansão e segurança contra enchentes, a cidade do litoral catarinense se firma como território fértil para investimentos com alta rentabilidade e baixo risco. “Com o mercado imobiliário cada vez mais atento às regiões valorizadas, como terrenos voltados à água, as oportunidades mais estratégicas estão, muitas vezes, fora do radar tradicional. E é nesse ponto que cidades como Tijucas começam a despontar”, analisa Laus. Para quem quer fugir dos preços já proibitivos do supervalorizado litoral catarinense, a hora de olhar para Tijucas é agora. Fonte: ND+

Os governadores dos estados da Região Sul do Brasil, Ratinho Junior (PSD-PR), Jorginho Mello (PL-SC) e Eduardo Leite (PSD-RS) participam nesta quinta-feira (12) da primeira edição do evento "Construa Sul", em Curitiba (PR), voltado à discussão sobre os avanços da construção civil. Os mandatários confirmaram presença na abertura do evento - promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) - com participação na plenária “Por que investir no Sul do país?”. Segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), os três estados concentram cerca de 18% do PIB industrial nacional, atrás apenas da Região Sudeste, conforme o último levantamento da entidade que tem com base dados do ano de 2023. Além disso, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Região Sul tem a menor taxa média de desemprego do país: 4,9%. Informações compiladas pelo Ministério do Trabalho ainda apontam que a indústria da construção é uma das maiores empregadoras do país, com mais de 2,7 milhões de empregos formais gerados em 2023 e corresponde por 6,2% do PIB brasileiro. No ano passado, o setor registrou um crescimento de 4,3%, com movimentação de mais de R$ 359 bilhões na economia brasileira. "Nós empregamos aproximadamente 500 mil pessoas na construção civil nos estados da Região Sul. Essa força de trabalho impulsiona a economia regional e nacional [...] A cada emprego gerado diretamente na construção, outros quatro são criados indiretamente na cadeia produtiva”, disse o anfitrião da primeira edição do "Construa Sul" e presidente do Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil) Paraná, Carlos Cade, em entrevista à Gazeta do Povo. Construção civil e mercado imobiliário acumula R$ 82 bilhões de vendas no Sul Cade comentou que a construção civil contribui para o desenvolvimento econômico por meio de parcerias com o poder público, obras de infraestrutura, soluções de habitação de interesse social e, marcadamente, com as construções para o mercado imobiliário na região Sul. O setor teve o volume de vendas de R$ 82 bilhões nos últimos 12 meses, sendo que o estado de Santa Catarina concentra o maior percentual do montante arrecadado nas negociações, impulsionado pelos empreendimentos em Balneário Camboriú, Itapema e litoral norte. “A região irá mostrar cases de sucesso de empresas dos três estados para o restante do setor durante o evento, atraindo empresários de todo o Brasil”, adiantou o presidente do Sinduscon Paraná, que espera mais de 300 empresários na primeira edição do "Construa Sul". Segundo os indicadores imobiliários do primeiro trimestre de 2025, divulgados pela Cbic, a Região Sul do país teve 17.573 lançamentos imobiliários no período, consolidando-se como segundo polo da construção civil, atrás do Sudeste. O número é 8% menor do que o registrado no primeiro trimestre do ano passado, no entanto, as vendas das unidades cresceram 10,1%, chegando a 21.688 residências entre janeiro e março deste ano. Setor projeta crescimento da construção civil acima do PIB nacional em 2025 Carlos Cade disse que a projeção do setor para 2025 é de manutenção dos patamares alcançados nos últimos anos, apesar do atual cenário da economia brasileira. "A expectativa é de manter os números de lançamento e o volume de vendas, que foram bem positivos no ano passado”, projetou o presidente do Sinduscon Paraná. De acordo com ele, a expectativa é de crescimento de 2,3% do setor na economia brasileira neste ano, acima do PIB nacional, calculado em 2% de aumento para 2025. Para o vice-presidente da Cbic no Sul, Marcos Mauro Filho, o cenário estimula a migração de pessoas para a região, gerando uma demanda espontânea por habitação, serviços de infraestrutura, obras corporativas e industriais. “A região Sul tem apresentado um crescimento substancial motivado por vetores como o agronegócio, a indústria de transformação e o turismo. Cabe enfatizar que em algumas localidades, surpreendentemente, temos crescimento equivalente aos níveis chineses”, afirmou. Segundo a última Pesquisa Anual da Indústria da Construção (Paic) do IBGE, a Região Sul apresentou o maior aumento na participação do valor total gerado em incorporações, obras e serviços da construção entre 2014 e 2023, com um crescimento de 3,4 pontos percentuais, atingindo 16,2% do valor total nacional. Copyright © 2025, Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados.

Com a pressão provocada pelo dólar alto, o fio de cobre ficou 8,64% mais caro nos últimos 12 meses. O aço também acumulou alta de 2,52%. Em contrapartida, a argamassa registrou uma deflação de 4,61% e a tinta teve queda de 2,32% no período, acompanhando as dinâmicas da demanda interna. O cimento apresentou estabilidade, com variação discreta de 1,79%. Os dados foram revelados pelo Índice de Preços de Materiais de Construção (IPMC), lançado pelo Sienge (Ecossistema de Tecnologia e Negócios da Indústria da Construção e do Mercado Imobiliário), com metodologia da Cica Rev Consultoria e apoio da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Com base em 2 milhões de Notas Fiscais Eletrônicas (NFe) emitidas em todos os estados brasileiros, o estudo utiliza inteligência artificial para acompanhar o preço e as flutuações de cinco itens: aço (barra de ca50), argamassa (tipo ACII ou ACIII), cimento (resistência de 32 Mpa), fio de cobre (Tensão de 450 kV ou 750 kV) e tinta (tipo acrílica). “Neste estudo, trazemos dados reais, calculados a partir do preço real de compra desses insumos. O estudo proporciona uma leitura mais precisa dos custos para as construtoras”, explica Gabriela Torres, gerente de inteligência estratégica do Sienge. “Juntos, estes insumos podem representar de 35% a 55% do custo total de materiais utilizados nas obras no Brasil”. Fio de cobre Dos cinco insumos apurados pelo Índice, o fio de cobre apresentou maior variação de preços, com uma inflação acumulada de 8,64% em 12 meses. “Como o Brasil consome muito cobre, o insumo é bem dolarizado e, por isso, influenciado pelo comércio internacional”, analisa Torres. “É diferente do aço, por exemplo, que temos muitos produtores nacionais”. O estudo também mostra que o preço do cobre é bastante volátil. Após queda acentuada de 3,24% em janeiro, o insumo registrou leve alta de 0,86% em março e uma nova queda, de 1,55%, em abril. “A volatilidade segue o movimento de oscilações das moedas nacionais nos últimos meses, o que acaba puxando o preço do cobre”, diz a executiva. A variação acima da inflação calculada no período pressiona principalmente o Norte (16,94%), o Centro-Oeste (14,62%) e o Nordeste (13,48%) do País. Ao fim dos 12 meses, a região com menor valorização foi o Sul, com alta de 5,04%. Aço A inflação do aço no Brasil acumulou alta de 2,52% nos últimos 12 meses, marcada por oscilações significativas. De julho de 2024 a janeiro de 2025, o insumo ficou 6,55% mais caro, porém desde fevereiro o preço está em queda. “O mercado internacional sempre pressiona de alguma forma, mas ainda não é possível afirmar que as tarifas do Trump tiveram impacto nos preços”, diz. “Quase todos os insumos tiveram uma pressão inflacionária no final de 2024 e arrefecimento no início de 2025. O aço não se comporta tão diferente. É uma perspectiva de demanda e oferta, seguindo a renovação do ciclo imobiliário, como o último trimestre de lançamentos relevantes no Minha Casa, Minha Vida”, analisa Torres. No cenário de inflação regional, entre julho e outubro de 2024, o preço do aço apresentou os maiores reajustes, com destaque para a região Norte, que registrou uma alta de 2,65% só no mês de julho. Aço A inflação do aço no Brasil acumulou alta de 2,52% nos últimos 12 meses, marcada por oscilações significativas. De julho de 2024 a janeiro de 2025, o insumo ficou 6,55% mais caro, porém desde fevereiro o preço está em queda. “O mercado internacional sempre pressiona de alguma forma, mas ainda não é possível afirmar que as tarifas do Trump tiveram impacto nos preços”, diz. “Quase todos os insumos tiveram uma pressão inflacionária no final de 2024 e arrefecimento no início de 2025. O aço não se comporta tão diferente. É uma perspectiva de demanda e oferta, seguindo a renovação do ciclo imobiliário, como o último trimestre de lançamentos relevantes no Minha Casa, Minha Vida”, analisa Torres. No cenário de inflação regional, entre julho e outubro de 2024, o preço do aço apresentou os maiores reajustes, com destaque para a região Norte, que registrou uma alta de 2,65% só no mês de julho. A sequência de deflações, segundo Gabriela, sugere uma correção nos preços após os reajustes registrados no fim do ano passado. Cimento Um dos insumos mais usados na indústria da construção civil apresentou alta discreta de 1,79% no acumulado dos últimos 12 meses. Em contraste, entre os meses de junho e agosto de 2024, os preços registraram seu pico, com aumento de 0,69% em julho. Já o começo de 2025 é marcado por instabilidade, com recuo de 0,36% em janeiro e variações discretas em fevereiro (-0,13%) e março (-0,07%). Em abril, o item apresentou uma tendência de alta, com aumento de 0,97%. Tinta Assim como os outros insumos, o preço da tinta também é marcado por grandes oscilações nos últimos 12 meses, encerrando o período com deflação acumulada de 2,32%. O insumo oscilou ao longo do ano, com quedas relevantes em julho (-0,94%) e dezembro de 2024 (-0,89%), intercaladas por altas pontuais, como em outubro (+1,39%) e janeiro de 2025 (+1,04%). “A margem do lucro do cimento tende a ser menor do que a margem da tinta porque a tinta tem bastante valor agregado. Tem tinta de luxo e o preço varia de acordo com as cores, por exemplo. Isso tende a causar uma flutuação maior”, contextualiza Torres. “Já o cimento é um commodity, assim como o ferro”, comenta. No recorte regional, o Centro-Oeste apresentou a maior deflação no acumulado dos últimos 12 meses (-8,43%), seguido pelo no Norte (-7,93%) e Sul (3,32%). O Sudeste e Nordeste tiveram as menores quedas – 0,43% e 0,22%. Fonte: Imóveis Estadão

O mercado imobiliário cresceu 15% no primeiro trimestre deste ano, mostram dados divulgados nesta segunda-feira (19) pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). A alta foi observada tanto na venda de casas e apartamentos quanto em lançamentos no mercado. Segundo a CBIC, foram vendidas 102.485 unidades residenciais entre janeiro e março de 2025, avanço de 15,7% frente ao mesmo período de 2024. Já os lançamentos (novos empreendimentos colocados à venda) totalizaram 84.924 unidades, subindo 15,1% na mesma comparação. 🔎 Os dados foram puxados, principalmente, pelo programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), do governo federal, que tem sido um importante alicerce para compensar o atual contexto de crédito mais caro no mercado. (leia mais abaixo) Em relação ao último trimestre de 2024, no entanto, o cenário é de retração: as vendas recuaram 4,2%, enquanto os novos lançamentos diminuíram 28,2%. Os dados consideram apenas imóveis novos, em uma amostragem de 221 cidades em todo o país. Protagonismo do Minha Casa, Minha Vida Segundo a CBIC, o MCMV foi o grande protagonista dos resultados no primeiro trimestre deste ano. O programa habitacional respondeu por 53% dos lançamentos e 47% das vendas no período. Isso significa que praticamente metade dos empreendimentos lançados e de imóveis vendidos contaram com os incentivos do programa, que oferece juros subsidiados e, portanto, taxas mais baixas. Ao oferecer incentivos e juros de 4% a 8,16% ao ano, o MCMV se tornou uma importante alternativa em meio ao encarecimento do crédito. Com a taxa básica de juros do país, a Selic, em 14,75% ao ano — maior patamar em quase 20 anos —, o custo do financiamento imobiliário está em torno de 12%. Nesse sentido, a CBIC destaca que a maior presença do programa habitacional ocorre justamente por conta das "condições de crédito mais acessíveis, com juros reais [ou seja, descontada a inflação] próximos de zero, e ao aumento da participação de estados e municípios com subsídios adicionais". “Mesmo em um cenário de crédito caro, o brasileiro segue acreditando no investimento em moradia. A força do MCMV, aliada ao crescimento da renda e à estabilidade no emprego, sustenta esse desempenho positivo”, afirma Renato Correia, presidente da CBIC. O levantamento mostra que os bons resultados se concentram em regiões onde o programa é dominante, como o Norte e o Nordeste. Houve destaque também nos lançamentos do programa no Sudeste — especialmente em São Paulo. Mudanças no MCMV O governo federal anunciou no mês passado novas regras para o Minha Casa, Minha Vida. As normas passaram a valer no dia 5 de maio e, portanto, ainda não interferiram nos resultados do mercado imobiliário. O novo modelo inclui a criação da "Faixa 4", com a ampliação do financiamento habitacional para famílias com renda mensal entre R$ 8,6 mil e R$ 12 mil. Essas famílias poderão financiar imóveis que tenham um valor total de até R$ 500 mil. Segundo a Caixa, as condições de financiamento para a nova faixa do programa oferecem: Prazo para pagamento de até 420 meses. Taxa de juros nominal de 10% ao ano. Cota de financiamento de 80% para imóveis novos, independentemente da região do país. Cota de financiamento de 60% para imóveis usados nas regiões Sul e Sudeste e de 80% para as demais localidades. Valor máximo de compra e venda do imóvel podendo chegar a R$ 500 mil. Além disso, também houve reajuste no teto da renda familiar para as demais faixas do Minha Casa, Minha Vida. Faixa 1: famílias com renda de até R$ 2.850 mensais (eram R$ 2.640); Faixa 2: famílias com renda de até R$ 4,7 mil mensais (eram R$ 4,4 mil); Faixa 3: famílias com renda de até R$ 8,6 mil mensais (eram R$ 8 mil). Ao considerar as três faixas, o valor máximo de compra de imóvel com financiamento pelo programa é de R$ 350 mil para de imóveis novos. Para usados, o limite é de R$ 270 mil, na Faixa 3. De acordo com o Ministério das Cidades, 100 mil famílias serão beneficiadas com a recente mudança nos limites das faixas de renda. Otimismo à frente Com as mudanças do MCMV, a CBIC disse estar otimista de que o mercado imobiliário irá se manter em um "patamar elevado ao longo de 2025, especialmente com a consolidação da Faixa 4" do programa. O ânimo vem mesmo diante da retração de 5,5% na oferta geral de imóveis no primeiro trimestre deste ano em comparação com os três últimos meses de 2024. Segundo a CBIC, o dado reflete uma combinação entre aumento nas vendas e redução no ritmo de lançamentos fora do MCMV.


